Compreendendo o Autismo

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O termo “autismo” é originário das palavras gregas “autos”, que significa próprio, e “ismo”, que traduz um estado de alguém que está absorvido de si próprio e abstraído de tudo mais que o rodeia. Foi introduzido na literatura médica, em 1943, por Leo Kanner, quando observou, em um grupo de crianças, um conjunto de características comuns de extremo isolamento social, o qual chamou de “solidão autística”, no Centro Médico Johns Hopkins (USA).

A partir do último Manual de Saúde Mental – DSM-5, que é um guia de classificação diagnóstica, todos os distúrbios do autismo, incluindo o transtorno autista, transtorno desintegrativo da infância, transtorno generalizado do desenvolvimento não-especificado (PDD-NOS) e Síndrome de Asperger, fundiram-se em um único diagnóstico chamado Transtornos do Espectro Autista – TEA.

O TEA pode ser associado com deficiência intelectual, dificuldades de coordenação motora e de atenção, distúrbios gastrointestinais e do sono. As pessoas com autismo podem ter alguma forma de sensibilidade sensorial. Isto pode ocorrer em um ou em mais dos cinco sentidos – visão, audição, olfato, tato e paladar – que podem ser mais ou menos avivados. Ainda que a maioria apresente inabilidade para se relacionar com outras pessoas, nem todos mostram aversão ao toque ou isolamento. Alguns, ao contrário, podem buscar o contato físico, inclusive de uma forma intensa.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por médico, psicólogo, fonoaudiólogo, psicopedagogos, com base em observações clínicas, além de histórias mencionadas pelos pais ou responsáveis, professores, e/ou outros que lidem com a criança e possam informar sobre o seu desenvolvimento e comportamento. O momento ideal para o diagnóstico (ou ao menos uma suspeita clínica) é entre 18 e 36 meses. Mas mesmo antes disso, podem ocorrer indícios que devem ser atentamente acompanhados pelo especialista.

Os tratamentos terapêuticos devem ser introduzidos tão logo seja feito o diagnóstico a fim de inibir os comportamentos disfuncionais e desenvolver habilidades adaptativas, uma vez que esta disfunção crônica exige medidas variadas e individualizadas.
No caso de qualquer suspeita é fundamental procurar um especialista.

Equipe de Psicólogas do CAPTE: Ana Lucia Somma, Cinthia Ribeiro, Cristina Maricato, Eloisa Oliveira, Paula Fernandes.

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